Principais partidos da base aliada, PSDB e PMDB devem travar uma disputa para indicar o novo ministro da Justiça que ficará no lugar de Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Peemedebistas discutiram o assunto, segundo um dos participantes da articulação, o nome não deverá ser de um senador. Já no PSDB, os parlamentares também pretendem brigar para manter a vaga que é do partido.
O presidente tem dito a aliados, no entanto, que não pretende indicar o nome de seu novo ministro através de nenhum partido. Temer quer um perfil técnico e alguém com quem tenha uma relação direta. Um peemedebista que conversou com o presidente sobre o tema disse que ele não dará a vaga ao PSDB.
Não é só a bancada do PMDB no Senado que está de olho no cargo. Sem lugar no governo desde que Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo, e Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo, deixaram os cargos por causa de Operação Lava-Jato, os deputados do PMDB também brigam para emplacar um nome. Parlamentares citavam ontem como uma possibilidade a indicação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Casa até o fim do ano passado. No Palácio do Planalto, no entanto, a avaliação de assessores presidenciais é que Temer não abrirá mão de um nome de sua confiança, mas que poderá procurar a bancada.
Incomodada com o crescimento dos tucanos no governo — especialmente com a nomeação do ex-líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), para a Secretaria de Governo — uma ala da bancada na Câmara prefere comandar outra pasta.
— Ninguém quer esse ministério da Justiça, ele é muito técnico e ainda poderiam nos acusar de querer controlar a Polícia Federal. Queremos um ministério político que tenha ramificações nos estados — explica um deputado peemedebista.
CARIRI EM AÇÃO
Com O Globo/ Foto: Google Imagens
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