Um protesto foi realizado no início da noite desta sexta-feira (20), em João Pessoa, em frente à unidade do Carrefour dos Bancários. A mobilização foi organizada pelas redes sociais depois que um homem negro foi assassinado dentro de um supermercado da rede em Porto Alegre, na noite de quinta-feira (19).
Atos parecidos foram registrados em diversas outras cidades brasileiras. Na mobilização pessoense, muitas pessoas empunhavam cartazes de repúdio à rede. Outras, sujaram as mãos de tinta vermelha e mancharam a faixa de pedestre localizada em frente à loja, simbolizando o sangue derramado.
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Músicas homenagearam as vidas negras perdidas pela violência — Foto: Sílvia Torres / TV Cabo Branco
Houve também discursos em que se pediam o fim da violência e do racismo. Além de cânticos em homenagem às vidas negras perdidas no país. Os presentes pediam boicote ao Carrefour e chamavam a empresa de “genocida”.
Um dos discursos foi o da professor Francy Silva, da UFPB.
“É um discurso de raiva, de indignação, de provocação. Se a gente não faz o conflito, as pessoas vão continuar confortáveis achando que está tudo normal. E não está normal. Não é normal eu ser uma das únicas professoras negras da Universidade Federal da Paraíba”, declarou Francy.
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Francy Silva, professora da UFPB — Foto: Sílvia Torres / TV Cabo Branco
A onda de protestos foi iniciada após a morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, que estava fazendo compras num Carrefour de Porto Alegre, teve um breve desentendimento com uma funcionária do local e acabou sendo espancado até a morte por seguranças da loja.
Os manifestantes pessoenses chegaram a fechar uma das faixas da rua João Rodrigues Alves, que fica em frente ao supermercado. Depois, fizeram uma breve caminhada até a Praça da Paz, que fica ali perto.
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Protesto fechou uma faixas da rua em frente ao supermercado — Foto: Marco Aurélio Paz Tella
G1